Aqui estão algumas fotos, para que você possa orar a respeito, nos ajudar, seja vindo trabalhar na construção, ou com donativos a serem aplicados na obra.






Telefone do Abrigo Doce Lar Irene Nye, 034 3351 1884
Abriga menores vítimas de maus tratos, e crianças abandonadas, que são encaminhadas à instituição pelo ministério público da cidade de Sacramento, MG, onde recebem, cuidado, carinho e muito amor, alimentação, fisica e espiritual, através de monitores esperiêntes, e cristãos comprometidos, em ensiná-los temor de Deus, que é o princípio da sabedoria, segundo nos diz Salomão, o homem mais sábio de todos os tempos.


















O Abrigo Doce Lar está em reforma e ampliação
voluntária, teve que voltar a sua cidade neste final de Julho inicio de Agosto, para resolver algumas pendencias particulares,Doce Lar da Criança abriga 26 menores
Cidade | Edição n°1084 - 20 Janeiro, 2008 | Entrevistas | Notícias | Saúde
O Abrigo Doce Lar da Criança está abrigando 26 internos, entre crianças e adolescentes. Funcionando desde o ano passado na antiga Vila Alexandre Simpson, o abrigo resgata no local a finalidade para qual foi criada a entidade fundada pelo Sr protestante, Leonardo Nye, no início dos anos 50.
O objetivo principal do Abrigo, como bem define Marcondes Ribeiro Silva, 51, vice-presidente da obra, é de prestar apoio e assistência a crianças e jovens de zero a 18 anos. A casa não é um orfanato, é uma casa de apoio, mas temos casos que vão ficar aqui ou irão para adoção. Veja a entrevista.
ET - Antes de chegar no Abrigo, vamos contar um pouco da história da Vila Alexandre Simpson...
Marcondes – A vila nasceu na década de 1950. O Mr. Leonardo veio pra Sacramento com essa intenção. Só que antes, o Sr. Alexandre Simpson, um canadense, que morava em Conquista tinha a mesma intenção. Mas ele morreu, e o Sr. Leonardo, que o conheceu, sabedor dessa intenção, comprou essa propriedade com quase 50 alqueires e começou um trabalho social. O nome Vila Alexandre Simpson é em homenagem àquele que primeiro sonhou com a
Marcondes (atrás, de óculos) com o casal
Wellington e Legiane (à dir.), e crianças residentes no Abrigo Doce Lar da Criança: apoio integral 24h00
ET- E quando é que fechou definitivamente a casa?
Marcondes – Sr. Leonardo faleceu em 1976, aqui em Sacramento. Sua esposa, Da. Irene e os filhos retornaram à Inglaterra. Aí passaram a tomar conta da obra o Sr. Willian Jalles e Da. Cristina Mac Sorley, que também chegaram, ele da Inglaterra, ela da Escócia, para cuidar das meninas. Porque, no início, meninos e meninas ficavam juntos, depois foram crescendo e o Sr. Leonardo achou por bem separar, foi aí que Da. Cristina veio pra cuidar das meninas que ficavam na casa onde é a creche hoje. Mas, com a morte do Sr. Leonardo as coisas foram complicando, faltou aquele administrador nato, que ele era. Foi diminuindo, diminuindo até fechar. Mas aqui chegou a ter mais de 50 crianças. Com a morte dele não entrou mais nenhuma, não. A casa fechou e dona Cristina iniciou com a creche Alexandre Simpson, na cidade. A Vila ficou fechada muitos anos, foram feitas algumas tentativas, Mr. James Crawford tentou implantar alguma coisa, mas não foi em frente, até que nos cederam o espaço. Hoje, eu acho que essa casa estava destinada a criança.
ET- Mas o Sr. Leonardo começou a vender as terras? A vila pertence à Casa de Oração?
Marcondes – Ele vendeu apenas alguns lotes na beira da estrada. Ele arrendou uma parte. A maior parte foi vendida bem depois, para suprir dificuldades financeiras. Hoje restam apenas 12 hectares. A Vila tem estatuto próprio, documentação em dia, é independente de nossa Igreja, porém administrada pelos irmãos da Igreja, inclusive há na diretoria cidadãos que foram criados aqui. O abrigo funciona aqui, mas com a denominação, 'Abrigo Doce Lar da Criança'. O local foi apenas cedido para abrigar as crianças.
ET - Começou como 'Casa Tia Cida', funcionando na cidade, não foi?
Marcondes – Sim, a história é a seguinte: havia a Casa tia Cida, mas ela foi embora. Constituiu-se uma, duas , três novas diretorias, mas não dava certo. A última diretoria desentendeu-se com o Conselho Municipal de Assistência Social e entregaram a casa. Em 2004, o ex-prefeito, Dr. Biro, e a Salete, secretária de Ação Social, me chamaram pra pegar a direção. Convidei algumas pessoas, membros da Igreja e assumimos a casa, em 1º de maio de 2004, embora essa não seja a nossa função.
ET - Já funcionando aqui na Vila?
Marcondes – Não, iniciamos o trabalho na cidade, mesmo, onde funcionava antes. Não fomos nós que quisemos vir pra cá. A idéia nasceu com a juíza, Dra. Cíntia e o promotor José do Egyto, que organizaram essa transferência. A casa aqui estava vazia e nós, em Sacramento, estávamos um pouco perdidos, falta de espaço, aí eles vieram aqui e ligaram para o Sr. James Crawford, que nos ajuda muito, e pediram a casa. De pronto, ele cedeu gratuitamente. Aliás, Mr. James ficou muito feliz de ver a casa reativada. Isso aqui foi feito realmente pra crianças. Usamos a casa gratuitamente...
ET- Para as crianças foi boa a mudança?
Marcondes - Sem dúvida, é muito espaço, nossos 28 assistidos têm liberdade para correr, brincar. No começo, os maiorzinhos não gostaram da idéia, acharam ruim vir pra roça, mas depois se acostumaram. No tempo de aula, o ônibus vem buscá-los pra escola, e no final da semana o ônibus fica aqui pra eles irem à Igreja ou a outros lugares. Recebem visita de familiares, nos finais de semana e vão pra casa com os pais ou parentes, mas só com autorização judicial.
ET - Como é a rotina deles na casa?
Marcondes - Eles têm atividades normais, além disso recebem a vista do psicólogo uma vez por semana, têm aula de canto, filmes e livre acesso na casa, no pátio. Nove deles estão indo esta semana para um acampamento evangélico, em Ribeirão Preto e, no carnaval irão outros. Lá, eles entrosam com outras pessoas, outras crianças Foi muito positiva a mudança em muitos aspectos, mas foi negativo noutros, como a distância, o gasto com combustível, criança adoece tem que sair correndo, além da falta de facilidade parra acompanhar mais de perto o desenvolvimento dos projetos.
ET - A Casa Tia Cida foi fundada para atender menores em situação de risco. Ainda continua com o mesmo objetivo?
Marcondes – Nosso objetivo principal é prestar apoio e assistência a crianças abandonadas. Menores infratores não é o nosso objetivo, mas temos atendido na medida do possível alguns. Assistimos crianças vítimas de maus tratos, desamparadas, por algum motivo, de famílias desestruturadas. Não temos estrutura pra atender menores infratores ou dependentes químicos. Só que todo menor que vem pra cá é com determinação judicial. Elas moram aqui e só retornam a casa nas férias ou nos finais de semana com a família sob autorização do juiz. Muitos voltarão para casa, conforme a família se restabeleça, mas acredito que muitos ficarão aqui. A casa não é um orfanato, é uma casa de apoio, mas temos casos que vão ficar aqui ou irão para adoção. Já tivemos um caso de adoção. Nosso estatuto prevê assistência de zero a 18 anos, mas acredito que vamos ter que ferir o estatuto. Todos os menores são de Sacramento, exceto um que veio de Conquista, por encaminhamento judicial, também.
Antiga sede da Vila Alexandre Simpson, co
nstruída pelo Sr Leonardo Nye, hoje Abrigo Doce Lar da Criança
ET - Como funciona o grupo de educadores que trabalha na casa?
Marcondes – Infelizmente, não temos um grupo de educadores, mas temos dois casais, que moram na casa com a incumbência de tomar conta das crianças, o Wellington e Legiane e Ailto e Maria Roberto. Um fica do lado dos meninos e outro do lado das meninas. Eles são remunerados e moram na casa, pra cuidar das crianças durante 24 horas. Só que é preciso ter vocação pra fazer esse trabalho, é doação mesmo, porque o seu salário é irrisório, apenas um salário mínimo.
ET – Como é feita a manutenção da casa?
Marcondes – Recebemos alguma coisa da Inglaterra no ano passado, que o Sr. Crawford conseguiu, mas não temos uma doação normal como acontecia no tempo do Sr. Leonardo. O mais vem de ajuda da comunidade. Como subvenção votada em orçamento do município, recebemos da Prefeitura no ano passado, R$ 54 mil, além de uma boa ajuda do Poder Judiciário, que nos ajuda muito.
ET - Quem é o Marcondes?
Marcondes – Nasci em berço protestante e desde então, freqüento a Igreja Casa de Oração. Sou de Gurinhatã (MG), filho de Messias Bernardes da Silva e Dorvalina Vieira de Queirós. Atualmente, sou proprietário dos correios, agência Jaguara, e sócio proprietário da empresa de transportes Maramar, com meu irmão Mário. Na área social, sou vice-presidente do Abrigo Doce Lar da Criança.
ET – E um grande exemplo de dedicação, religiosidade e ética...
Marcondes – Obrigado.
